6 de maio de 2004




PESSOAS DIFERENTES - Artur da Távola

Diferente não é quem pretenda ser. Ele simplesmente é.
O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos avisadas.
Os diferentes inteligentes percebem porque os outros não os entendem.
Diferente que se preza entende o porque de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar, mergulhará na inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.
Diferente é o que aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a média não faz a diferença,porque é tudo igual.
Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, portadores de necessidades especiais, inteligentes, bons demais para aquele cargo, excepcionais.
Aí estão, procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além...
Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir.
Nessas moradas estão tesouros de que só os diferentes são capazes de entender.
"Não mexa com um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suporta-lo depois."

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