15 de junho de 2004


A mãe entra no quarto de sua filha única e encontra uma carta em cima da cama. Pensando no pior (fuga da filha), a mãe, com as mãos trêmulas, começa a ler a carta, que diz o seguinte: "É com muito pesar que informo que fui
embora de casa com o meu namorado, o João. Estou apaixonada, ele é lindo, com todo os piercings, tatoos e aquela moto maravilhosa. Mas, mamãe, não é só isso, estou grávida e o João disse que seremos muito felizes em seu trailler. Ele quer ter muito mais filhos comigo e é isso que sempre sonhei. Aprendi com ele que a maconha não faz mal a ninguém, e por isso nunca faltará no nosso cantinho, assim como a cocaína e o extasy. Disse que viverem os em harmonia com todos nossos filhos e a gangue dele e enquanto isso, rezamos para que seja breve a cura da Aids, visto que ele está doente, tadinho. Não se preocupe, mamãe, eu já sou uma mocinha, tenho 15 anos e sei me cuidar bem. Um dia eu volto para que vc conheça seus netos. Um super beijo e até qualquer dia.

Assinado: Sua filha querida.

PS: Mami, não se assuste. Isso é tudo mentira eu tô na casa da vizinha.
Só queria te mostrar que existem coisas piores na vida que as notas do meu boletim,
que está na primeira gaveta da minha mesa."


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