
E aí, como tá o fds? O meu tá indo. Naum tenho saído. Vida d madrinha é difícil. Tô juntando $ pra compar um presente bacana pro meu afilhadinho. Aliás, espero msm q consiga fazer com q sobre pra dar para eu ir no show do Los Hermanos dia 16/07 no Claro Hall. Daí ontem foi a festinha de dois aninhos da neta da minha madrinha. Estilo festa junina, né. Q vontade d ir numa festa junina poreta!(rs) Naum sei o q a neta + velha dela viu em mim. A menina gosta d mim a troco d nada! Tenho q me acostumar, meus amores nuncxa saum recíprocos. Seu Danton, meu primo q eu babo e paparico, nem aí pra mim, já a Stephanie... Meu fds vai ficar legal daki a poco. Dona polly Pulga em pra cá. Tô esperando acabar o culto. Vamos fazer brigadeiro; pra naum quebrar o estigma hehehe como ela se confundiu uma vez; e ver o show do Pedro Marano. Show de primeiríssima. Recomendo. Pela primeira vez, pai e filho juntos numa performace histórica! César Camargo Mariano e Pedro Camargo Mariano, às 23 hs no Multishow Nossa! Tô cheia de recomendações hj, né! Já q é assim, assista de Seg a Sex na TVE, Conto das meia-noite, às 24 hs. sempre um ator/atriz de primeiríssima linha interpretando um texto de um autor conceituado. Pra quem gosta de teatro e literatura é imperdível! Diria até indispensável. E pra quem naum é, dá uma olhada. Dê-se a chance de se ver livre por alguns instantes da cultura da TV popular q vende programas q ganham ares d serem bons pela propaganda q é feita deles. Contos da meia-noite dura no máximo dez minutinhos. c alguém vê, depois volta aki e me conta. Combinado? Até...
Realmente, vivemos muito sombrios! A inocência é loucura. Uma fonte sem rugas denota insensibilidade. Aquele que ri ainda não recebeu a terrível notícia que está para chegar. Que tempos são estes, em que é quase um delito falar de coisas inocentes. Pois implica silenciar tantos horrores! Esse que cruza tranqüilamente a rua não poderá jamais ser encontrado pelos amigos que precisam de ajuda?
É certo: ganho o meu pão ainda, Mas acreditai-me: é pura casualidade. Nada do que faço justifica que eu possa comer até fartar-me. Por enquanto as coisas me correm bem [(se a sorte me abandonar estou perdido). E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"
Mas como posso comer e beber, se ao faminto arrebato o que como, se o copo de água falta ao sedento? E todavia continuo comendo e bebendo.
Também gostaria de ser um sábio. Os livros antigos nos falam da sabedoria: é quedar-se afastado das lutas do mundo e, sem temores, deixar correr o breve tempo. Mas evitar a violência, retribuir o mal com o bem, não satisfazer os desejos, antes esquecê-los é o que chamam sabedoria. E eu não posso fazê-lo. Realmente, vivemos tempos sombrios.
Para as cidades vim em tempos de desordem, quando reinava a fome. Misturei-me aos homens em tempos turbulentos e indignei-me com eles. Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.
Comi o meu pão em meio às batalhas. Deitei-me para dormir entre os assassinos. Do amor me ocupei descuidadamente e não tive paciência com a Natureza. Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.
No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros. A palavra traiu-me ante o verdugo. Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes Se sentiam, sem mim, mais seguros, espero. Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.
As forças eram escassas. E a meta achava-se muito distante. Pude divisá-la claramente, ainda quando parecia, para mim, inatingível. Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.
Vós, que surgireis da maré em que perecemos, lembrai-vos também, quando falardes das nossas fraquezas, lembrai-vos dos tempos sombrios de que pudestes escapar. Íamos, com efeito, mudando mais freqüentemente de país do que de sapatos, através das lutas de classes, desesperados, quando havia só injustiça e nenhuma indignação.
E, contudo, sabemos que também o ódio contra a baixeza endurece a voz. Ah, os que quisemos preparar terreno para a bondade não pudemos ser bons. Vós, porém, quando chegar o momento em que o homem seja bom para o homem, lembrai-vos de nós com indulgência.
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