13 de agosto de 2004
REFLITA
TRAFICANTE - Fala aê mermão...
FILHO - Me arruma um pó de R$50,00.
TRAFICANTE - Segura aê...
FILHO - Valeu.
TRAFICANTE - O pó tá acabando... mas amanhã a gente vai invadir o morro ali
do lado.
Vamú tomá as boca e ficá cus bagulho...
FILHO - Já é. Demorô.... invade mermo... domina geral...Se entrar na frente
mete bala de "AK".
TRAFICANTE - Valeu, "preibóy"... É nois...
No outro dia...
MÃE - Bom dia meu filho... que cara é essa...??
FILHO - Nada...não responde ...
MÃE - Você está bem?
FILHO - Tô bem, pô!! Que saco.... me deixa em paz...merda. (a essa altura,
o filho ainda drogado se tranca no quarto. A mãe preocupada bate na
porta...)
MÃE - Meu filho... estou indo pro trabalho... deixei seu café pronto, um
beijo, fique com Deus.
FILHO - Não enche... vai logo...
A mãe pega o carro e se dirige ao trabalho, quando de repente em uma rua
qualquer....
TRAFICANTE - Paraê Tia... perdeu... perdeu... Sai... Sai... Sai... Em desespero a pobre mulher tenta fugir e arranca com o carro - uma rajada de tiros acontece...
Em casa o telefone toca...
FILHO - Alô!
POLICIAL - Quem fala?
FILHO - Quer fala com quem?
POLICIAL- Aqui é o Tenente Alberto, eu poderia falar com algum parente da
Sra. Rita?
FILHO- Po...polícia?? (o filho desliga o telefone sem ouvir o policial).
Minutos depois ele sai de casa pra comprar mais pó. Logo a frente tem uma
visão terrível...)
FILHO - Mãeeeeeeeeeeee !!! Não! Não! Como isso pode acontecer?
POLICIAL- Sinto muito, traficantes tentaram roubar o carro de sua mãe pra
invadir um morro eles a mataram.
FILHO - Mãee! Nãão....
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