14 de abril de 2006



.: Deixar livre mas estar presente ; ato de cuidar:.


Tinha um amigo, o melhor amigo que tive até hoje!
Responsável por boa parte do que sou. Ele dizia:
"Eu não tenho como evitar que você se atire no poço. Mas quando você chegar lá no fundo, porque foi o que você escolheu, fica na ponta dos pés e estica os braços e os dedos o máximo que você puder. Eu vou estar do lado de fora. Eu vou te puxar"



Eu acho que cuido demais das pessoas! Embora eu seja bastante carinhosa, não sou muito de carinho. Carinho físico, sabe. Acho estranho alguém me catucando. Chega uma hora que me irrita, salvo alguns momentos. Daí junta com a timidez. Aí cabô! Sou de carinhar pelo cuidado, pelos detalhes. E é desse carinho que gosto também.

Eu tinha um namorado que dizia que não tinha graça me dar presente porque nunca era o presente o que eu gostava de fato e sim se o papel do embrulho fosse do Garfield (que eu sou fã!), por exemplo. Mas é verdade, sempre me pego nos detalhes que fazem o todo e não o todo que por si só já é uma imagem propagandista. Bem, ele aprendeu a me dar rosas amerlas, a cor que mais gosto. :0)

Para os meus amigos, sempre fui meio que referência. Lembro do Zeca pra mim "A Carol é nossa mãe e nossa irmãzinha mais nova"
A parte irmãzinha mais nova, discutiremos depois. rs Mas a questão da mãe é porque cuido, me preocupo, me sacrifico, brigo...
Acho que cuido demais. Não consigo ver quem eu gosto mal e não me aproximar, extender a mão, dar um colo, oferecer um ombro. Vai ver isso é chato. Vai ver tenho que deixar as pessoas à mercê delas mesmas. Se matem! Me convide para o enterro e lá eu choro como todo mundo que não ligo pra você e não cuidou para que isso não acontecesse.

Voltando para esse meu ex-namorado, acho que ele aprendeu a comprar as rosas amrelas e eu aprendi que Eu te amo não diz muita coisa mas as pequenas coisas que passam batidas por não terem propaganda, são expressões verdadeiras e nítidas de amor. Como cuidar mesmo que o outro não entenda, não queira, não aceite. Você faz mesmo que ele não perceba. E nesse não perceber é que está o amor do ato.

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