.: "Que voe por todo o mar e volte aqui..pro meu peito" :.
Enquanto eu e Dani ainda tentamos entender os últimos acontecimentos e ver o que fica no lugar depois do último tufão, a vida vai andando. Eu continuo sensível e agressiva. Tenho me defendido desnecessariamente até do vento! Tô sentida. Doída. Coração em carne viva com medo. Pretendo não ficar mais amiga de ninguém, nem deixar que ninguém se torne meu melhor amigo ou amiga.
Estive pensando que realmente nada é pra sempre e que só damos valor quando perdemos. Sendo assim, não tenho do que me lamentar.Fiz ao contrário. Sei quantas vezes viajei uma hora de busu pra tá perto, o quanto a companhia me fazia bem, as vezes que me esforcei e gastei o que tinha e o que não tinha pra tá junto, as longas conversas no celular, o desespero, a preocupação, a precausão, o aprender, a pretensão de ensinar, as noites mal dormidas, o cansaço ignorado, as brigas pro bem, a saudade e o aproveitamento do momento até o último segundo achando que podia ser o último! Pulei muros, invadi cercas, cheguei longe demais. Até assustei. Fiquei assustada também. Mas acabei ganhando um irmão de coração.
Hoje quando acordei em casa, ñ senti vontade de levantar da cama. Cadê aquela voz dizendo "Carol..Carol..oh Carol.." e a correria de um no banheiro enquanto finjo que não arrumo a cama, depois um faz o café enquanto o outro tá no banheiro. A hora marcada pro trabalho, o sol que entra quando abre a porta "Esqueci meu óculo escuro. Definitivamente não gosto de sol." "Tchau Leoa" Cadê isso tudo? Evaporou como num passe me mágica e eu pergunto: E agora Mister M? rs
Movimento é a palavra-chave! Fazer contas, juntar, planejar, investir como sempre. E ter a certeza de estar junto mesmo longe e viver o luto porque tá um clima de coisa póstuma que chega a dar crise de riso! Onde já sei viu!! Mas pelo menos assim alguém percebe o quanto é querido.
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