31 de agosto de 2006



O que resta?

Sem eira, beira ou companhia
Sou eu perdida em meus passos
Sem saber mais o que faço
Pra enganar a solidão que se instalou aqui
Lembro do Igor, do Carvalho e da Mariana que nunca pensei que se tornasse lembrança
Cada caso é um caso mas a verdade é só esta
O que me resta?

Sem companhia para o dia-a-dia
Todo mundo que passa vira só "coleguinha"
E as coisas do dia-a-dia
O desejo de "Bom dia"
O perguntar como foi à noite
A certeza da presença na fila do banco
Na alegria transbordada
Na tristeza selada
E no emaranhar do cotidiano
Não se faz mais aqui
E eu pergunto
O que me resta?

Aquela festa
Alguns goles de saudade
Porres por solidão
Trabalho em excesso
Tiram a cabeça dessa quase saudação
Virei uma chata

Aproveitei o que pude
Tive o quanto tive
E agora resta o que ficou de nós
E pra cada um o que foi feito de si

CAMORI

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