22 de janeiro de 2008





A tarde passou rápido.As horas deslizaram leves por sob a face da Terra. O relógio quase não as registravam. Era como se por alguns momentos, tivéssemos voltado no tempo e estivéssemos de uniforme após a manhã de aula, tendo o dia livre de maiores responsabilidades.

E uma vez sem maiores responsabilidades, nos entregamos ao bel prazer do nada! A preguiça de ter a tarde livre, à toa, recheada de bate-papo e assuntos que só amigas conseguem ter.

Fizemos um piquinique ali mesmo, no chão do quarto. Entre refrigerante e guloseimas, rimos, filosofamos, achamos graça com a vida e planejamos o futuro.

Parece que a idade nos trouxe ambição. Agora é tudo tão definitivo. Parece que não podemos mais falsear em nada! É como se cada passo devesse ser estudado porque será cobrado,sem dúvida alguma. Nossos anseios agora se chamam projeto de vida.
Mas ainda assim sonhamos. Ah...sonhamos! Sonhamos com quartos coloridos, namorados perfeitos e um mundo que vamos construir para ser do nosso jeito e no qual vamos trazer para morar só quem convidarmos.

Como quem faz parte do século passado, tínhamos só agora em mãos, a possibilidade de registrar tudo aquilo. Como foi divertido se enfeitar com coisas com as quais numa sairíamos de casa apenas pra brincar. Entre caras, poses e bocas, deitadas no chão, buscávamos o melhor ângulo e algo diferenciado. Como foi divertido se empereguetar com coisas cujas as quais jamais sairíamos na rua!

O feio é que quando somos felizes assim, nem notamos ou vai dizer que você não nota quando tá de fossa?

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