Em busca de emprego, um amigo me liga:
- Carol! Consegui um emprego!
- Que bom! É um alívio, né.
- Oh se é.
- E onde você tá trabalhando?
- Num sex shop.
- Hãm!?
- Assim...não é bem um sex shop. É mais uma loja de lingerie.
- Lingerie e colocaram um homem pra vender?
- Lingeries, fantasias e acessórios.
- Sei. Não é sex shop
(risos)
- Eu achei que ia ser pior, viu. Ainda não aconteceu nada demais. Dizem que o movimento maior é hoje. Acho que vou ter histórias pra contar mais tarde.
- O bom é que não tem rotina, né. É divertido.
- Hurum Daí quando tá sem movimento fico pensando em você.
- Como assim?
- Fico lá te montando.
- Que ótimo!
- Tem tanto boá lá que você ia adorar! De pink a preto.
- Sei. Tá querendo garantir uma venda é?
- Tem uma coisa lá que vou comprar pra você com certeza! e é baratinho.
- Ai meus Deus! O que?
- Uma boina toda de lantejoula. Tem preta e prata. Eu vi e pensei: Carol. Você ia se dar bem trabalhando num lugar desses.
- Sóp orque me formei com honras de terapeuta sexual?
- Não. As vendedoras lá são muito cheio de frescura. Você faz cara de paisagem.
- A gente aprende isso na faculdade de psicologia.
(risos)
- E o salário, é bom?
E ai quado ele me falou o salário, já vi que era mais que o meu como professora.
Quando ele completou falando da comissão e acrescentou que a indústria de produtos sexuais cresce de 2 a 8 por cento por ano, conclui que é melhor abrir um sex shop do que ser professora e/ou psicóloga. E ainda é mais divertido.
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