12 de maio de 2008

Transcendendo minha existência


o pó do pir-lim-pim-pim tocou de novo minha vida. Dessa vez fui ver Paparutas. Pra começar eu estava vendo uma peça dentro de um festival de teatro. Nossa! Como tudo isso me dá vida e me faz feliz! Observei cada detalhe, já percebi mais coisas e adorei a criatividade para montar o cenário. Era um formigamento me invadindo que só deixou de ser muito quando a peça se acabou e pude ouvir, enquanto as pessoas saiam, o burburinho na cochia. Era lá que eu queria estar. Era ali que queria ver e saber das coisas. Tenho fome, sede, desejo de cochia!

Do lado de fora, uma aglomeração de pessoas, fotos, tumulto - que eu detesto - e um reencontro. Foi bom ter de novo a mesma companhia de tempos piores que me faz falta. A brincadeira divertida, inteligente e displicente que não permite que o sorriso se feche. As brincadeiras só entendidas por nós, os comentários que não podem ser feitos com qualquer um e lembranças que nos fizeram chegar até ali.

Daí um cumprimento daqui, outro dali, gente que vemos de tempos em tempos, gente que nos vê de tempos em tempos e enquanto todos tentavam chegar nele, bastou que fôssemos vistas. A seriedade se desfez em um sorriso e até e , que havia acreditado naquela seriedade toda, me espantei. Parou junto conosco, notou diferenças, puxou papo e só se afastou para dar atenção a quem devia.

Pouco depois, notícias e novidades fervilharam e deixaram meu início de semana mais florido. E mesmo em meio a toda essa realidade paralela que me encantada e espanta, ouvia o riso das crianças enquanto decorria o infantil e pensava: Amanhã vou ter isso a manhã inteira! _ e me sentia o ser mais completo do mundo! Pena que tenho que optar qual papel quero desempenhar nesse mundo que não se completa.

E claro! Faltou ele! Nosso amigo de risos, palhaçadas, gargalhadas e tudo o mais que a gente atribui a um só ser dos 5. Foi muito estranho sair e não ver aquele cara gente boa com um abraço cheio, um sorriso sincero, uma alegria contagiante e um papo pra lá de descontraído. Enquanto eo colhia os frutos da semente que ele me ajudou a plantar, nada substituía a ausência dele ali.
É. quando der de cara com essa realidade de forma imuta´vel, vai ser uma parada.
Mas por hoje, deixa eu transcender...

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