28 de maio de 2008

Viva!

 Viva a mulher moderna! As pílulas! A camisinha! Aliás, viva e deixe viver mas antes disso, viva eu (!) o resto é conseqüência. As coisas até acontecem mas quem determina o risco ao qual vai se correr, sou eu.
Conversa vai, conversa vem, ela, de um jeito bem displicente, me contou sua mais recente aventura sexual. Tudo me soou muito estranho. Era um misto de liberdade, com libertinagem, tesão, sensualidade, sexualidade e promiscuidade. Vai ver sou muito careta mesmo - ainda pensei. Mas o resumo era que ela estava com a suspeita de estar grávida. O.o Dias depois, liguei para ela. Do outro lado, ela estava arrasada. Disse ter comentado com o cara da tal última aventura sexual com o qual vinha mantendo uma certa relação e ele se declarou casado e pai de um filho de 7 meses. (traduzindo:foda-se). Em seguida, falou que já havia descido a menstruação mas que estava muito mal com aquela situação. Eu imaginei que podia ser porque tinha sido enganada, porque foi a outra sem saber, porque o cara traiu a esposa com ela e ela nem desconfiou, porque não iria assumir caso algo real tivesse acontecido...mas não foi nada disso! "Eu estava gostando dele". E aí, a partir dessa introdução, começa, de fato, o post: Estou refletindo sobre essa questão. Se faço sexo casual, é casual. De repente a coisa tá tão banalizada que não se sabe mais o que se quer e uma boa transa gera expectativas que só um tem porque o outro quer exatamente o que foi proposto sem tirar nem pôr, ou seja, sexo. Posso estar muito errada mas acho que caminhamos para uma sociedade do descartável. Sim. Porque nessa fase de transição, nada mais faz sentido em absoluto (se é que algum dia alguma coisa fez). Os valores estão mudado, as pessoas sem critérios, não há mais referências e tudo está na base do é possível e do tem que ser liberado para não cair no clichê de é censura e estão tolindo o direito a liberdade de expressão. O fato é que cada um anda tão dono (perdido) de si que estamos mais vazios, solitários, apelativos, contraditórios e fugindo para os anti-depressivos para não sentirmos tristeza. Tudo tão robótico... Pelo visto, até o sexo caminha pra isso. No melhor sentido do "bobeou a gente pimpa". Pena que os sentimentos e o coração continuam sem programação.

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