12 de dezembro de 2008

Não tenha medo de ir devagar; só tenha medo de ficar parado


Oh momentozinho complicado! Em tempos de instabilidade, tudo vai por água. Cansaço emocional, psicológico e a parte financeira nem existe mais! Estou correndo atrás do que eu anseio pra minha vida! Fiz a escolha que me pareceu certa. Estou investindo num sonho lindo azulzinho que me parece mesmo o paraíso. Mas a felicidade custa caro e como custa! Não é discurso fútil, nem capitalista. É porque custa caro você investir em você e mergulhar de cabeça no que realmente quer.

Para 2008 eu desejei emagrecer e desisti. Optei pelos prazeres gustativos. Desejei ter um namorado. Consegui mas confesso que não procurei. Talvez tenha sido a roupa vermelha no reveillon (rs). Quis tomar vergonha na cara e cuidar da pele. Isso eu fiz. Ainda falta deixá-la porcelana ou pelo menos sem marquinhas depois de tanto tempo sem levar à sério meu tratamento dermatológico mas isso deixo para 2009, começar um tratamento estético pra pele. Quis começar a galgar minha independência financeira e nesse sentido, fecho o meu ano como comecei ou pior!

Com o término da faculdade, caí de vez no mercado de trabalho e passei a saber como viver é caro! O que tenho de meu são contas pra pagar mas verdade seja dita, tenho meu celular. O primeiro que comprei com o suor do meu trabalho. Mas passado esse momento do "eu tenho", tudo se transformou. A vida me tirou a base que não estava boa e eu percebi que não é a que quero pra mim. Mas foi essa a minha derrocada fatal - mas espero estar enganada quanto a isso.

Resolvi viver de sonho. Investir na fantasia. Preferi viver dormindo e realizei meus desejos. Dei brecha pra saber como seria e hoje o que mais angustia não é a frustração de começar a achar que não deu certo - porque é muito cedo pra saber - mas é ver um sonho, o meu sonho de vida ruir, imagens serem questionadas e sem nada que me assegure.

Com vinte e poucos anos a gente sai da fase do mudar o mundo e passa a achar que ele nos pertence. Que fazemos dele o que pretendemos, que ele dança conforme a nossa música. Eu acho isso também! Estou tocando alucinada um violão sem cordas e o mundo tá girando fora do meu ritmo.

Basta segurança, compromisso, palavra e retorno porque da minha parte, ninguém precisa pagar para poder confiar em mim, ter minha eficiência, minha prontidão e disponibilidade. O problema é que nada funciona assim e as contas estão atrasando, meu sonho se esfarelando
e o silêncio permanecendo. Mas estou pensando de acordo com a sorte do dia no orkut (rs):

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