17 de março de 2009


A calmaria se apossou de mim. É como se o pior, todo o turbilhão tivesse passado. A ansiedade é meramente uma sombra e ao que parece, tudo são certezas. É como se soprassem no meu ouvido que sei o que estou fazendo. Que sou plena em minha função. A experiência conversa comigo de braços abertos e limpa os vidros das janelas esfumaçadas e me mostra o horizonte. Lá longe eu posso ver o verde das montanhas e o pastoreio sem me deixar cegar às nuvens parecidas com algodão e os pequenos raios rasgando o céu lá bem longe. Estou plena. Dá a incrível sensação de que nasci pra isso. Poderia falar até em alma gêmea se fosse uma pessoa. Dá-me auto-estima, valorização, significação e me preenche no que há de mais puro. Me exige as coisas mais limpas do mundo! É preciso simplificar, criar, seduzir, mexer com cores, a imaginação e se desprover de qualquer defesa. Tudo isso me fazia falta em meio aos planos de vida melhor e estabilidade financeira. Há tempos longe de uma sala de aula, os planos são invitáveis. O que vem, o que fazer, tantas coisas a realizar... Coisas escritas em lista de pendências que foram interrompidas e manchadas no papel com lágrimas. No entanto, o mais incrível é a conclusão disso tudo: como me faz bem.

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