16 de julho de 2009

Quem vive um desses opostos não imagina o que está perdendo...

Sinto falta da futilidade. Das noites de felicidade intensa e breve que terminavam na ressaca não alcóolica na tarde do dia seguinte quando eu conseguia sair da cama. Era toda aquela loucura mentirosa e brilho notuno que só quem frequenta a noite tem a oferecer. Os amigos feitos na pista de dança, as companhias vazias, as conversas divertidas e os assuntos que abordam tudo sem acrescentar nada! Frequentava sempre os mesmos lugares nos mesmos dias. Conhecia as pessoas, não era uma frequentadora comum. Agora só de pensar em me transformar em uma coruja animada vagando pela noite, me cansa. Não tem mais graça me arrumar para todo mundo e ver se aproximando mais um ninguém tão fútil quanto eu naquele momento, naquele lugar. Não posso mais enlouquecer, sair no desvairio e me deixar guiar pelo que quiser fazer. Agora eu tenho ele. Ele pode não saber de coisa alguma mas o cuidado dele comigo é tamanho que não tenho coragem de descuidar de mim sabendo que é para ele. A gente cresce, amadurece, envelhece e os gostos, focos e necessidades da vida se transmutam. Se por um lado perde-se a poesia, por outro entendem-se tantas coisas que não sabíamos nem que existia, que vale à pena. Hoje todo esse glamour de diva e a leveza da nigth se tornou apenas mais uma noite fugidia que eu disperdiçaria podendo estar nos braços dele vendo novela e esperando o sono chegar no aconchego da rotina. Quem vive um desses opostos não imagina o que está perdendo...

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