O tempo anda corrido e as coisas tem acontecido todas juntas. Coisas à dizer, existem milhares! Mas cadê a disposição. Meus dedos andam sem vontade de fazer exercício e malharem digitando. (rs)
De qualquer maneira, vou aproveitar hoje, Dia das crianças, para falar de um dos melhores sentimentos do mundo! A satisfação. Sabe aquela respiração longa e profunda que você dá com um alívio de dever cumprido? Então. é disso aí que tô falando.
Embora tenha só 24 anos, tenho 6 anos de magistério. trabalho desde que me formei e ainda falta tanto pra saber, crescer, aprimorar, ser uma professora como as que me deram aula e dizer que sou no mínimo uma boa professora.
Quando comecei, peguei uma turma de creche. Era um colégio sem estrutura. Nem sala tínhamos e eu recebia R$ 100, 00 reais! Comia correndo, não tinha passagem e ia direto da faculdade. Pegava do meio-dia às 5:30 10 bebês de 1 e 6 a 2 anos. Que doideira! Eu não tinha prática nenhuma com criança! Mas dispunha de vontade e um amor enorme por aqueles bebês.
Dia desses, no ônibus, reconheci uma mulher mas não sabia de onde. Foi aí quela virou para criança que estava com ela e disse "Biel..." Biel? Era meu bebê? Meu bebê da creche?
Gabriel era do integral, chegava às 7 da manhã e saía às 7 da noite. Eu cheguei a ficar com ele até às 7:30 pra não deixar ele sozinho em meio ao movimento de fim de expediente. Ele era bebê de capa de revista! Branquinho, loirinho, olhos azuis, tranquilo, super acessível...era meu bebê azul.
Tenho várias histórias, boas e ruins sobre ele. Quantas coisas passamos juntos. Quantas coisas Gabriel me ensinou. E vendo-o ali, saindo do ônibus, falando, comportado e indo feliz pra escola, me deu a certeza de que meu bebê azul agora falava, andava, conversa, está no 1° ano e que a mãe dela ainda se lembra de mim, da tia Carol.
"Dá tchau pra tia, Gabriel"
"Tchau, tia"
Ele não deve lembrar mais de mim mas de alguma forma eu colaborei para aqueles passos, aquela fala e aquele estudante.
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