2 de novembro de 2009

Noites como essa...

A noite foi um horror! Não bastasse ser Halloween, as pessoas escolheram à dedo a fantasia mais bizarra que poderiam vestir. Juro! De Toddy do Mario Bros a Papai Noel curtindo a night tinha naquele lugar. Já mencionei os alienígenas? Mas tudo isso veio antecedido por engarrafamento devido ao jogo do Flamengo, passagem mais rápida e tão perigosa quanto pela Mangueira, um cadastro de anos perdido na companhia de táxi, atendentes burras, um taxista perdido, dor de barriga e um barzinho que era pra ser barzinho mas virou mais um desses lugares no qual é impossível conversar! Infelizmente. Voltando a festa, tentamos. Nos esforçamos para que tudo saísse como nossas cabecinhas vinham fantasiando a quinze dias depois de um ano sem ir pra balada. Eu lembrei porque quase apanhamos em lugares públicos. Temos um olhar peculiar a tudo e todos e um humor irônico e sarcástico na medida que nossa inteligência nos permite. Uns diriam apenas que é deboche mas juro! Não debochamos de ninguém. Só notamos as coisas de outro ângulo. Um ano nos fez amadurecer. A velha história que diz que "gente que frequenta boate é infeliz" contrastava com a felicidade de orkut daquela gente se sacolejando e a cara das pessoas que trabalhavam naquele lugar. Tentamos. Rimos, conversamos, bebemos e até ensaiamos sacolejar mas ficamos mesmo foi sentados. Até nos darmos conta do quadro triste do qual estávamos fazendo parte e irmos embora com no máximo duas horas ali. Inconformados, saímos em busca da juventude perdida que deveria estar no outro lado da cidade. Fomos. Chegando lá o lugar da nossa faixa etária, sim, porque devia ser esse o problema, não estamos tão teen. Pois bem, o lugar da nossa faixa etária virou karaokê. Meio tranquilo, não? Cadê o povo das antigas se sacolejando? Eles agora só cantam, recebem palmas e sentam? Definitivamente não era ali o nosso lugar. De lá partimos para um outro velho lugar que estava tocando house e o puts puts nos deixou sem coragem de pagar pra ver. Acabamos em um quiosque na praia, olhando as ondas, ouvindo a conversa dos playboys que falavam da casa de praia e de suas viagens quando a PUC dava tempo e refletindo sobre porque a noite não era mais pra gente. Será maturidade? Atingimos nosso limite? Já curtimos demais? É assim quando se sai definitivamente da adolescência e entra na vida adulta? O fato é que quando começou a tocar Marina no quiosque resolvemos ir pra casa porque aí sim, seria salvar a noite. Tá certo que ainda quase fomos assaltados mas o que sentimos foi um alívio... Alívio de não precisar mais se saculejar pra ser feliz, de não precisar estar feliz o tempo todo , de sair porque se está triste e não esfuziantemente bem, de boate não ser mais atraente, de estarmos plenos e querer apenas conversar e saborear algo bom, de estarmos mais abertos e desejosos de algo tranquilo que nos acrescente à vida e ainda permita trocarmos as nossas experiências. Pode parecer uma crítica as baladas mas nem é. E apenas uma descrição de tudo o que descobrimos e experenciamos naquela noite. Eu continuo gostando de dançar mas pra mim, chegou a hora de experimentar dançar de alguma outra forma, utilizando outro lugar, vivenciando outro ambiente. A sensação que fica é que agora viverei outros sabores, conhecerei outras pessoas e descobrirei valores que adquiri e ainda não descobri. Mas o melhor mesmo é que a noite foi memorável! Que nada deu certo a não ser a companhia e a testagem de nossas teorias e que em meio as nossas gargalhadas de nós mesmos e que além do choque de toda essa descoberta, eu reforcei que tudo o que me foi dito nesses últimos meses é pura intriga da oposição porque eu sou uma ótima amiga, uma excelente companhia e continuo com a mágica de fazer tudo virar ouro! Quem tentou me convencer do contrário, perdeu a noite de ontem e a chance de fazer muitas outras serem especiais com a minha companhia. Que bom que amigos de verdade permanecem....até depois de noites como essa. rs