E 2009 acabou cheia de catástrofes humanas! Pensa só: é o desequilíbrio da natureza que está cada vez mais desrespeitada, são as guerras por conta de religião, marginalidade por discriminação social, racial e sexual, meias longas e cuecas grandes na política, celebridades de saia curta e violência desenfreada.
Foi o ano do Calcinha Preta e a mulher que passeia enquanto o marido toma leitinho e dorme virarem unanimidade e serem prestigiados. Eu aplaudo o trabalho da Dira Paes e da sua Norminha. A música foi perfeita mas podia ter saído tanta coisa mais contudente dessa discussão em torno da personagem. Ninguém falou de matrimônio ou lembrou os valores de família. Posso tá sendo puritana mas cabia.
Teve também o bum do Twitter. Eu nem sei direito o que escrever nele mas tô lá (@carolcamori). Se antes as pessoas queriam privacidade e se sentiam invadidas por não ter como impedir fofoqueiros em orkut, agora elas escrevem, postam links de fotos, aparecem na twitcam e nem sabem pra quem, pra quantos! Mas continuam bloqueando as fotos no orkut que já tá velho. Tão velho que tá querendo virar Facebook. Ele adaptou, remexeu mas saiu um pouco da moda.
Aliás, outro dia, observando minha sobrinha de 13 anos na internet, não pude deixar de notar. Ela não usa MSN! Ficou no Google Talk numa agilidade que eu não alcanço. Agilidade essa que vou precisar pro Google Wave. Nem desconfio como organizo aquilo.
O ano pode até ter sido da França no Brasil mas quem apareceu mesmo foi a Índia. Que novela linda! A Maya e seu dramalhão quase Maria do Bairro me afastou um pouco da novela mas fiquei maravilhada com uma coisa que, outra vez cabia na discussão em torno da novela mas que ninguém fez, como é uma sociedade centrada na religião. Os personagens eram tão cheios crenças e norteados por elas que, seja bom ou ruim, me pareceram com mais conteúdo. O drama da Maya não era a separação como qualquer outra mocinha de novela, era a religião. Seus dogmas, seus deuses, suas crenças. Quando percebi isso, voltei a assistir.
Adorei ver os esquizofrênicos. O Bruno Gagliasso realmente é ator. Deviam botar ele feio porque aí ninguém ia atrelar ele a uma imagem. Ele ia ser só o personagem. Podia fazer uma versão masculina de Betty, a feia com ele. rs E palmas também pra Letícia Sabatella. Eu sou psicóloga e tenho fascínio por mente psicopata. Ela foi luxo do início ao fim!
Como esse post tá ficando mega, vou parando por aqui. Já me lamentei o que tinha que me lamentar pelas reviravoltas da minha vida. Não acrescentarei nada de mim neste post. Fica pro próximo e com novidades.
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