6 de janeiro de 2010

Quase 25

Em poucas horas completo 25 anos. É metdade da metade de uma vida! Hoje tenho mais paciência e habilidade para as coisas. Antes era a ansiedade e a impaciência que coordenavam os acontecimentos. Tudo tinha que acontecer no segundo do desejo, senão era a morte! E tinha que sair como eu queria, como o planejado. Bem, essa parte ainda não mudou. Vamos pular isso. rs

Percebo hoje uma diferença enorme entre mim e as meninas de 20 anos. Aquela sede de um acontecimento por segundo, vontade inebriante de mudar o mundo e de devorar todas as informações, se aquietou. Sei das minhas limitações e, embora ainda acredite que o mundo pode ser um lugar melhor, me tornei mais adepta ao faça a sua parte do que mudar tudo. Aprendi que passsar um fim-de-semana em casa é ótimo após uma semana de trabalho, que a galera da faculdade é divertidíssima mas que a família é sempre um porto seguro onde você pode ir. Que barzinho e balada são ótimos pra relaxar! Mas que não existe nada melhor que uma noite em casa jogando conversa fora com os amigos.

Não tenho hoje um amigo verdadeiro que represente cada um dos meus anos de vida, como tinha aos 15 anos e os que eu tenho, que nem sei se chegam a 10, não são os melhores, os únicos, nem família que eu queria ter. São sim, a melhor companhia para a vida que levo hoje. Porque muitos já foram, outros vieram e sei que desses pouos restarão. Tenho aprendido a lidar com essa dor. A dor de desilusão da não perfeição de um amigo. Do não cumprimento de uma expectativa. A dor de concluir que às vezes cobramos sem perceber e que nos doamos mas não vamos receber da mesma forma e que isso, não é falta de amizade ou coleguismo. Cada um sabe de si e doa-se na medida da sua limitação.

Eu já perdi pessoas importantes que me deixaram de herança, lembranças com gosto, cor, som e nostalgia. Que nada depois que elas se foram ficou ou voltou pro lugar de antes. Demos a curva no buraco que foi deixado e adaptamos a vida em volta do vácuo.

Os lugares de infância que revisitei, se mostraram pequenos para o tamanho que tenho hoje. Se tornaram obsoletos, tediosos e deixaram de ser os meus preferidos mas são uma espécie de porta-jóia que quando abertos, tocam música e soltam as lembranças mais doces da minha vida! Também perdi heróis. E essa é a pior parte. Você crescer e questionar seus próprios mitos.

Não sei se já fui mais feliz. Porque hoje tenho mais responsabilidade e maior clareza dos riscos, sou uma mulher adulta sem a leveza de antes que sabe o quanto custam as coisas e que é preciso teimar anos à fio para se conseguir algo. Mas estou bem mais tranquila. Tenho ideais bem maiores, anseios bem mais controláveis e aqui dentro de mim existe a criança de sempre que gosta de circo, se fantasiar no carnaval, prefere doces a comida de verdade e que sempre que puder vai tomar banho de chuva e fazer guerra de travesseiro.

Cheguei aos 25.





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