3 de março de 2010

"Sentir raiva é vingar-se das falhas dos outros em si próprio." (Alexander Pope)

"Sentir raiva é vingar-se das falhas dos outros em si próprio."
(Alexander Pope)

Aqui dentro bate um coração decepcionado. Parece que doar-se não basta. É preciso ser de forma constante, ininterrupta. O braço sempre extendido, a mão sempre pronta a amparar.

Você precisa estar sempre com a corda para puxar do fundo do poço e ter o melhor colo para abraçar para esquentar, aconchegar e de preferência manter um lindo sorriso de felicidade na face para gerar otimismo.

Os que são meus sabem da minha dedição, da minha presença mesmo na ausência, da distância inexistente, do aconchego a qualquer hora e do apoio incondicional mesmo que descorde.

Bastava a lealdade. A devolução da amizade que não se cobra mas se espera. Ser humano é bicho assim. Você doa-se e tudo bem mas espera receber quando é a sua vez de pedir ajuda.

Fico culpada por querer o que não tive e ainda achar que estou certa. Dói o corte, o dessimar da minha vida amores tão enraizados. Pessoas tão importantes que ficarão guardadas na minha caixinha de memória com um carinho muito grande por todo o sempre.

Mas quando se dá amor e se recebe silêncio. Quando se extende a mão e recebe-se às costas, a gente se questiona onde está o erro.

Foi-se um ano de revelações. De muita fragilidade e instabilidade no qual, pela primeira vez, precisei receber ao invês de dar. A ajuda veio do além mar, chegou através da ponte aérea e em meio a momentos de concursando, mas não de quem estava ao meu lado só recebendo.

A voz se calou, fui preterida, excluída, não tive chance de ser ouvida e nem compaixão eu recebi. Bem que tentei mostrar, argumentar, me expus ainda doída mas não ocorreu nenhuma tentativa de dar um nó e evitar que o fio que nos unia arrebentasse de vez.

Não sinto raiva, só dói. Porém, ao invês da frase clichê que inicia esse post, fico com a frase, também clichê, que o finda: ''Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.'' (Gabriel Garcia Marques)

Valeu à pena cada um dos nossos dias.

Um comentário:

Anônimo disse...

Carol, vc é abençoada o suficiente com sua mente aberta e tem um talento que muita gente não tem: o dom do entedimento.Vc tem uma cabecinha arrojada e não é uma pessoa comum.É difícil mesmo que encontremos pessoas que estão dispostas a nos entender. Especialmente qd se tem uma opinião forte.

Vc expõe um fato simplesmente para argumentar- com o propósito de melhorar aquele relacionamento- porém a coisa mais comum que acontece nesse momento é a tomada de ofensa, a tomada do orgulho ferido e tds essas coisinhas do nosso eguinho.

Simplesmente abandonar a discussão sem procurar a solução é PUTAQUEPARIUMENTE mt mais fácil!!!

Nem todas as pessoas são compreensivas ou dão apoio por natureza! Essa qualidade poucas pessoas têm.

E mesmo que vc esteja errada uma só vez diante de um milhão de acertos e apoios/colos doados, no final, não vai fazer diferença para os que não estão dispostos a fazer o mais difícil.

Essas qualidades de compreensão num momento escuro da nossa vida, não importanto se vc ta certa ou errada, a gente só encontra em nossos amigos verdadeiros.

E como os grandes pensadores já escreveram sobre o quão fácil é ter coleguinhas e quão difícil é encontrar amigos, não seríamos nós as grandes premiadas de não sofrer decepções no plano dessas relações.

Só um conselho que te dou: Dê mt menos atenção aos laços que vc tem/tinha com certas pessoas. Às vezes acontece pro seu próprio bem, pra sua evolução...

Me irrita o fato de alguém machucar esse coração de ouro q vc tem! Mas tb que se dane, nossa vida é mt curta para estagnar na irritação. Vamos remando e remando contra a maré alta ou baixa...C'est la vie!