12 de dezembro de 2010

Como começam as fofocas




O primeiro fala para um segundo, que diz para um terceiro que já leva pro quarto uma outra informação. A notícia vai passando de boca em boca pegando cada um em um momento de vida e em uma determinada situação de atenção. No fim, o primeiro que deu a informação crua e correta, já descobre coisas através do último e acaba desconfiando que o que ele mesmo disse não é bem assim.

Cada um tem o direito de transmitir ou não o que quer que seja sobre a sua vida para a pessoa que desejar. A rede que se faz a partir disso é arbitrária, inoportuna e invasiva. Não cabem comentários para terceiros a menos que a própria pessoa, dona da informação a transmita para os terceiros.

Quando é assunto de família, é claro que os outros familiares tem o direito de ficar sabendo. mas antes deles vem o direito do núcleo da família que convive de se recolher e optar pelo silêncio. Espalhar pra que? Que diferença vai fazer? Ser indiscreto a troco de que?

Eu não tenho prazer nenhum de espalhar novidades alheias, muito menos de ver as minhas coisas sendo transmitidas a terceiros que, por mais boa vontade e carinho que tenham por mim, não foram os escolhidos para saberem de notícia nenhuma!

Eu sou discreta. Prefiro assim. Admiro quem é. Respeito quem não é. E peço o mesmo pra mim.

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