12 de junho de 2012

Piegas

Sabe, eu sempre achei que amor pra ser amor tinha que ser incondicional! Que a gente começa gostando pelos defeitos, apaixona-se ainda mais quando conhece as qualidades e assim a convivência se transforma em um brinde diário e a rotina um presente.

Sempre amei muito! Amores inesquecíveis, paixões platônicas e relações delicadas. Mas foi num dia desses, num domingo sem graça qualquer, que ainda de tudo chovia, que o destino me deu uma rasteira.

Eu estava tão bem comigo mesma! Estava leve, feliz e solta dos rolos que me prendiam quando ele cruzou meu caminho. Eu o quis no primeiro olhar. Selecionei-o para ser mais uma aventura. Mas ele também me escolheu.

Foi assustador mudar de lugar e ter alguém tentando me conquistador. Era tão assustador ser o objeto de desejo de alguém. Era a 1° vez que eu não buscava mas sim, era buscada.

Foi então que eu descobri que amor não tem que ser incondicional. Ele é apenas um acordo não verbal no qual duas pessoas, de comum acordo, investem e passam a viver juntos uma série de erros e acertos.

Eu só descobri o que era ter alguém e estar dentro de um relacionamento a partir do momento em que o conheci.

Pela 1° vez estamos passando por águas calmas porque ele apareceu no momento mais turbulento e longo da minha vida. Presenciou doença, choro, mágoa, crise financeira e mesmo assim, a cada dia estava ali mostrando que tinha vindo pra ficar.

O amor não dá espaço para nervosismo, timidez, dúvidas, tempo...ele simplesmente acontece e você sente. E passa a ter toda a certeza do mundo de que se trata da pessoa certa quando todas as outras "pessoas certas" que passaram na sua vida passam a fazer parte de uma história que te faz sorrir sem mágoas porque te preparou para chegar até ali.

Que todos tenham essa mesma sorte e o mais difícil: que se deêm conta quando a pessoa certa chegar em um domingo chuvoso.

9 de outubro de 2011

Vencer escrevendo


Tenho tido a oportunidade de voltar a escrever. E dessa vez, profissionalmente. Tem sido ma-ra-vi-lho-so! É como se eu me reencontrasse na minha origem. estivesse andando de (re)encontro a essência que sempre gritou que este era meu caminho.

Sonhei tanto com o jornalismo e depois optei por outro caminho por complementação da minha primeira formação e por achar que o jornalismo se sufocaria.

Abri mão dos meus poemas, engavetei minhas crônicas, deixei de bolar histórias e hoje não crio mais vida nem destaco sentimentos.

Fazem anos que não escrevo, faço verso ou prosa. Não tenho a técnica que gostaria, não leio ais tanto quanto deveria mas a meu favor conta o fato da maturidade. Não sou mas aquela adolescente que romanciava o mundo. Tenho visto a vida de frente. Tenho experimentado ser "gente grande". E nesse momento de mudanças da minha vida, caí momento nas minhas mãos a oportunidade de escrever. Quem diria!

Por anos não nos buscamos. Nos desencontramos e agora estou tentando fazer as pazes com a inspiração.

Nem sei se escrevo tão bem quanto escrevia antes mas é tão boa cada aprovação de texto que recebo. Dá um alívio ver que ainda existe esse lado meu e que está sendo suprido de uma forma tão gostosa!

Que essa oportunidade continue e eu vença a cada dia que escrever.

28 de julho de 2011

Nova geração dos Smurfs

Eu ainda sou mais adepta aos Smurfs dos anos 80 mas essa nova versão está um charme!







26 de maio de 2011

"É fácil amar o outro na mesa de bar..."


'É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.'
Ana Jácomo

23 de maio de 2011

Seis meses


Nossa! 6 meses depois...você não faz idéia de como muda uma vida. Não. Não me refiro ao tempo que fiquei sem postar. Esse é mais curto. Me refiro a quando toda essa minha nova vida começou. Estas linhas de agora já demonstram uma melhora, uma saudável melhora. Há tempos a esperava mas elanão vinha. Antes escrevia aqui a caçula de uma família que trabalhava por que queria e sonhava com o seu casamento. Agora escreve uma menina órfã que cuida do pai doente e ainda tem que finalizar as coisas do seu casamento sozinha. Muita coisa mudou e eu ainda estou tentando me achar nesta minha nova vida mas só o fato deu estar aqui escrevendo já demonstra que estou melhor. Outros posts virão...