Se tem uma coisa que no mundo sempre causa o mesmo efeito, são os amores. Ah, o amor. Por hoje vou falar dos juvenis. Aquele sempre intensos envoltos em maremotos que acontecem quando você é adolescente, a fase mais complicada e exagerada da vida!
Você pode passar batido por eles. Pode até vivê-los mas se lá na frente der de cara com ele novamente, pode até já ter filhos ou estar casado, mas é certo! Vai sentir de novo aquele monte de coisa boa. O que vai ter fazer sentir as coisas do mesmo modo que você sentia aos 13, 15 anos. Daí seu cabeça de 20, 30, 40 vai pensar de um jeito, ser racional. Seu corpo vai responder aos estímulos do presente. Você vai estar mais velho, com a cara um pouco diferente, mais gordo, mais magro, mais calvo, talvez com o cabelo de outra cor. Mas o coração, esse vai cair na esparrela de sentir-se adolescente de novo. E vai dar um jeito de todo o resto responder a ele.
Tem coisas que são eternas; como essa sensação boa do primeiro amor, da paixão juvenil...
Senti uma euforia dessa quando dei de cara com a foto dele. Já não somos os mesmos e nem sei o que e (se ainda) ele lembra em mim. Mas voltei aquela festa, aquela dança. Revi a roupa, escutei novamente a música e veio a inevitável conclusão de que se fosse hoje, a chance passada, não teria sido desperdiçada e tudo teria sido diferente.
Mas a verdade é que se fosse hoje, talvez nem nos olhássemos ou a falta de inocência e ausência de pudor dos dias atuais, tivesse tirado o encanto que fez gerar essa sensação de hoje. Se fosse hoje, o ontem, no amanhã nem lembraria de agora...
Eta coisa boa, viu!
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