10 de março de 2008

"Os sete pecados capitais são uma classificação de vícios usada nos primeiros ensinamentos do catolicismo para educar e proteger os seguidores crentes, de forma a compreender e controlar os instintos básicos. Assim, a Igreja Católica classificou e seleccionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação:
1. Gula
2. Luxúria
3. Avareza
4. Ira
5. Soberba
6. Vaidade
7. Preguiça"
E realmente tudo se transforma...

Eu estudei em colégio de freira (diz-se confessional), e por lá me vi instigada a me encontrar com Deus de alguma forma. Lembro de um filme que Alanis Morrissete era Deus. Um Deus irônico e sem falar que fazia uma ponta. Me recordo de filmes e desenhos bíblicos arrastados que tive que ver, da linha do tempo da Igreja e das diversas Bíblias que comprei ao me ver envolta no manto católico. Fiz minha primeira comunhão, virei catequista e assumi a Infância Missionária, um grupo jovem composto por crianças que acabaram de fazer a primeira comunhão. E ai veio meu primeiro grande empasse: dar aula no Dia dos namorados e ignorar a data. Então tá. Falar do símbolos da Páscoa, do Dia das mães, de Maria era bacana mas no Dia dos namorados o máximo que podia era se falar em Santo Antônio. Comecei a freqüentar lugares diferentes, aprender crenças novas mas infelizmente nunca fui mais à fundo em nada. Vi gente charlatã, lugares que dão medo, "rezas" engraçadas, comercialização da fé e afins. Mas escrevo mesmo por conta dos novos pecados capitais. Dois mil anos depois de Cristo, eles não foram revistos mas ampliados. Como se toda a sociedade precisasse de mais amarras e a Igreja, num grande gesto de estar no contexto de seu tempo, pudesse acrescentar coisas sem sair do lugar! Minha primeira confissão, na capela da escola, cuja qual é um lugar sagrado e extremamente acolhedor para mim até hoje, foi inesquecível! Me entregaram uma folhinha de preparação para confissão. Tive uma hora pra ler. Eram duas folhas frente e verso de letras moídas e várias colunas com os 7 pecados e a fragmentação de cada um deles. Eu não tive como escapar! Não tinha nada de grave, era uma menina de 15, 16 anos numa época em que meninas dessa idade ainda pensavam em dar o primeiro beijo e não saiam sozinhas. Mas mesmo assim, indo da casa pra escola e vice-versa, era uma pecadora. Sentei diante do padre que me fez o sinal da cruz, esqueci tudo o que achava que era pecado e resumi: "- Padre, tudo que tá escrito nessa folha, eu faço!" O.o Aliás, trago essa folha comigo até hoje e acho graça de tanta coisa ser levada tão à sério. Daí me surge uma nova lista de pecados contemporâneos. Bem, estou em busca dos pecados Barrocos, Neo clássicos, Pré-históricos... Concordo com a época de transição que passamos, vejo uma banalização absurda, informação demais e culturalização de menos. É coisa demais pra saber e pouco tempo e dinheiro para compreender mas não sei se tornar a poluição um pecado vai facilitar muito as coisas. Que discuta-se a bioética, o aborto, as drogas mas há o que é indiscutível! Voltando a poluição, posso poluir sem saber se existiria vida humana evoluída hoje sem a poluição? É possível o mundo contemporâneo sem termos que pagar com as nossas vidas por ele? Tinha uma colega rica na faculdade. Dessas que estudou no exterior, era empresária e enquanto usávamos caderno, ela achava um absurdo ter que sentar perto da tomada pra poder ligar o laptop. Mas concordo com ela numa coisa: o tênis Nike de 500 reais que ela usa, é problema dela! É pecado trabalhar pra ter aquilo? Para quem ganha 50.000 não cabe usar roupa do Extra. Ela não tinha vergonha de ter as coisas que tinha porque foi atrás para conseguir. E aí, usar uma pulseira de ouro hoje, torna você que é a vítima, o culpado do assalto que saiu com uma pulseira de ouro à mostra. Eis um dos novos pecados, a riqueza excessiva. É caso realmente de não merecer o Reino dos Céus todo aquele que vive com uma grana preta porque alguém algum dia começou a construir aquele patrimônio e as pessoas o foram mantendo e as gerações seguintes nasceram em berço de ouro? Ser pobre em excesso é pecado de que, então? Porque imita os votos de pobreza dos padres e afins? Tô revoltada porque a ninguém mais pertence o Reino dos Céus. Agora não adianta nem implorar à Deus! Nenhum livre-arbítrio está livre desse poder arbitrário de julgar as atitudes alheias em nome de Deus. Não é mais uma questão de lutar contra o que é instintivo do ser humano e fazê-lo pesar suas conseqüências antes de agir, é ir contra a vida e o rumo natural das coisas. Como dizem meus amigos, no inferno deve ser open bar. E eu preciso começar a beber porque é a única coisa que me resta se quero me salvar de alguma forma. Alguém me convida pra um choppinho? :0D Leia! Fontes: Yahoo, Wikipédia e Isto é Texto: Carol Monteiro

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