A situação era a mesma. O lugar gostoso de sempre, uma mesa, alguns petiscos e bebidas. Uma música para dançar, ouvir e curtir e à mesma espera.Sempre busco sair com as companhias mais agradáveis mas naquele dia ficou nítido pra mim porque ele era especial, porque é o meu melhor amigo!
Enquanto eu, morria de cansaço, ele sabia a hora de puxar assunto e de calar-se. Dava seus palpites de "Você está cansada. Deixa." mas mantinha-se forte, inabalável. Não se debateu tentando me animar mais do que eu podia, nem reclamou de não estar no pique dele.
Quando o meu alguém especial chegou, passou a transitar naquele espaço a mesma história com suas nuances, complicações e absurdos. Nunca vai dar em nada! Todos nós sabemos. Até eu e ele (o meu eu especial) mas enquanto a gente se diverte e faz o mundo girar a nossa volta, é divertido. E a gente insiste que seja bom. Ninguém, nem meus amigos, nem o dele, compreendem ou dão forçam. Aprendam a gostar de nós e a nos ver juntos. Até mesmo meu melhor amigo não apóia esse lance.
A diferença é que ele aprendeu a gostar e até sentir falta do meu especial e naquela noite, o seguia com os olhos evitando que eu o fizesse e fazia de forma a não ser visto. Ia me narrando seus passos, dizendo tudo o que eu precisava saber, dava idéias, sugeria e mesmo sabendo da inconsistência daquilo, entrou no jogo comigo e declarou achar divertido.
Enquanto danççavamos todos e ele sabia exatamente a hora de se retirar discretamente estando ali ao nosso lado para permitir que estivéssemos "à sós", eu podia fazer o que quizesse. Não era ulgada ou mesmo observada e caso nada dese cero, era só me virar que teria sua mão, seu colo e seus ouvidos.
A noite toda foi de música, conversas e de tentar entender tudo aquilo. Ele ouviu, opiniou e quando não havia mais nada a dizer apenas disse "Não sei mais o que dizer mas tô achando divertido.."
E aí eu entendi porque alguns são amigos e outros são os melhores...
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