
Um título tão banal, para um tema mais batido ainda! Mas sabe, a verdade é que, quanto mais convivemos, mais achamos que somos amigos e não é isso. Amigo se faz presente na ausência. Ele dá um jeito de descobrir por onde você anda, vai lá e te acha! Faz uma visita surpresa e sabe com jeitinho se desculpar por ter chegado sem avisar. E ele pode chegar na hora das refeições, ligar tarde da noite, aparecer para uma festa ou só porque você precisava dele naquele momento drástico da sua vida. Às vezes toma conta da cozinha, pega água na geladeira, come os biscoitos, acrescenta sal no almoço e ainda pega o controle remoto. Folgado esse amigo, não? Qual amigo tem cerimônia com o outro?
Não precisa ser o melhor amigo mas ser aquele que pertence tanto as suas coisas quanto você. Por isso ele pode ocupar tantos espaços. É meio irmão. Usa roupas emprestadas, pega dinheiro e de vez em quando, até o carro, seja no carona ou dirigindo. Dá aquele prejuízo quando tá sem cartão no celular e fala com você mesmo quando não tem o que falar. Ou então, aparece, menos do que devia, mas está ali, na prateleira de coisas intocáveis, dos bibelôs que não podem ser quebrados.
Podem se passar anos e vocês se esbarrem na travessia de uma rua qualquer mas os olhares cruzados, o sorriso acolhedor e o abraço vão ser sempre os mesmos! Amigo mora dentro do coração da gente e por mais diferente que seja de nós, é sempre especial, o melhor do mundo e ninguém tem igual!
Acho que alguns ficam perdidos nas memórias e de vez em quando são resgatados de lá só pelo prazer de junto com ele trazermos à tona as memórias nas quais ele se escondia. Basta ligar depois de meses, querer ver depois de anos, ele vai estar lá esperando pra você saber do novo emprego, para comentar do curso que está fazendo, compartilhar os planos, apresentar seu filho caçula e vai te receber de bermuda, chinelo e dizer: "- Senta aí! Puxa uma cadeira." E o tempo vai parar como se nunca tivesse andado pra frente e aquelas horas vão passar como todo o tempo de amizade que vocês tem juntos, rápidas e sem ninguém se dar conta delas.
Texto de Carol Monteiro
Não precisa ser o melhor amigo mas ser aquele que pertence tanto as suas coisas quanto você. Por isso ele pode ocupar tantos espaços. É meio irmão. Usa roupas emprestadas, pega dinheiro e de vez em quando, até o carro, seja no carona ou dirigindo. Dá aquele prejuízo quando tá sem cartão no celular e fala com você mesmo quando não tem o que falar. Ou então, aparece, menos do que devia, mas está ali, na prateleira de coisas intocáveis, dos bibelôs que não podem ser quebrados.
Podem se passar anos e vocês se esbarrem na travessia de uma rua qualquer mas os olhares cruzados, o sorriso acolhedor e o abraço vão ser sempre os mesmos! Amigo mora dentro do coração da gente e por mais diferente que seja de nós, é sempre especial, o melhor do mundo e ninguém tem igual!
Acho que alguns ficam perdidos nas memórias e de vez em quando são resgatados de lá só pelo prazer de junto com ele trazermos à tona as memórias nas quais ele se escondia. Basta ligar depois de meses, querer ver depois de anos, ele vai estar lá esperando pra você saber do novo emprego, para comentar do curso que está fazendo, compartilhar os planos, apresentar seu filho caçula e vai te receber de bermuda, chinelo e dizer: "- Senta aí! Puxa uma cadeira." E o tempo vai parar como se nunca tivesse andado pra frente e aquelas horas vão passar como todo o tempo de amizade que vocês tem juntos, rápidas e sem ninguém se dar conta delas.
Texto de Carol Monteiro
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