O que mais me impressiona nessa história toda vendida pelos jornais por ter mobilizado a sociedade e, assim se tornado de interesse público, não é a monstruosidade (embora também choque), as pessoas desocupadas que sentiram a terra tremer e continuaram lá se achando dignas de fazerem justiça com as próprias mãos, nem a insensibilidade das declarações, o claro teatro do abalo toda vez que se pensava em si, muito menos a forma como a parte limpa dessa história está lidando com o luto de uma forma tão polida mesmo tendo todo o aval para ser egoísta e falar o que sentir, mas o como somos monitorados todo o tempo.
A cada prova certificada por câmeras, gps's, testemunhas e etc, percebo a vida num grande teatro de marionetes. Me percebo em mil olhos agora quando vou tirar meleca do nariz.
Somos mesmo a sociedade do espetáculo. E como todo mundo está acostumado, ninguém se choca com o controle sobre nossas vidas e nesse caso, ainda pensa: "Que bom que tem todas essas coisas!". E ai eu digo, serve de quê!? A violência cresce, o cárcere privado também, cada vez podemos ficar menos tempo na rua, temos lugares certos pra ir por considerarmos seguro, depois de determinada hora nada de fazer isso ou aquilo, ter carro é chamariz, ser assaltado a culpa é sua de estar em tal lugar a tal hora, andar por aí com jóia de ouro porque você pode comprá-lo devido ao suor do seu trabalho, nem pensar! E continuamos sendo filmados e protagonizando "O show de Truman" que não serve pra nada.
Quase hamisteres em gaiolinhas de luxo onde somos superiores por termos as grades e os brinquedinhos e o rato que mora na casa, dentro de algum buraco que é um coitado que não recebe comida todos os dias. Sai da gaiolinha, meu filho, vê o quão privilegiado você é. Mas
ninguém nem pensa nisso.
E no fim, atrás das grades e sob os controles estamos nós, e eles, daqui a 8 anos, talvez, voltarão para as manchetes como algo a ser relembrado, em um julgamento já quase sem comoção e provavelmente sairão bem, melhores do que deviam, enquanto uma vida que poderia estar no seu auge com 14 anos vai ter virado nada e deixado de ser mais uma em frente a toda essa inutilidade humana que ainda pretendo descobrir "serve pra quê"?
Dê o seu palpite.
A cada prova certificada por câmeras, gps's, testemunhas e etc, percebo a vida num grande teatro de marionetes. Me percebo em mil olhos agora quando vou tirar meleca do nariz.
Somos mesmo a sociedade do espetáculo. E como todo mundo está acostumado, ninguém se choca com o controle sobre nossas vidas e nesse caso, ainda pensa: "Que bom que tem todas essas coisas!". E ai eu digo, serve de quê!? A violência cresce, o cárcere privado também, cada vez podemos ficar menos tempo na rua, temos lugares certos pra ir por considerarmos seguro, depois de determinada hora nada de fazer isso ou aquilo, ter carro é chamariz, ser assaltado a culpa é sua de estar em tal lugar a tal hora, andar por aí com jóia de ouro porque você pode comprá-lo devido ao suor do seu trabalho, nem pensar! E continuamos sendo filmados e protagonizando "O show de Truman" que não serve pra nada.
Quase hamisteres em gaiolinhas de luxo onde somos superiores por termos as grades e os brinquedinhos e o rato que mora na casa, dentro de algum buraco que é um coitado que não recebe comida todos os dias. Sai da gaiolinha, meu filho, vê o quão privilegiado você é. Mas
ninguém nem pensa nisso.
E no fim, atrás das grades e sob os controles estamos nós, e eles, daqui a 8 anos, talvez, voltarão para as manchetes como algo a ser relembrado, em um julgamento já quase sem comoção e provavelmente sairão bem, melhores do que deviam, enquanto uma vida que poderia estar no seu auge com 14 anos vai ter virado nada e deixado de ser mais uma em frente a toda essa inutilidade humana que ainda pretendo descobrir "serve pra quê"?
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