19 de agosto de 2008

Há coisas que me nego a ver, outras eu vejo, mas recuso-me a discutir.

Algumas vejo de longe, muito antes que aconteçam não por dons premonitórios mas porque já acumulo alguns anos de vida.

Há coisas que sublimo com caminhadas, o mar, música, filmes e risadas e assim finjo que não vejo.

Tem coisas ainda que ignoro solenemente por pura opção: não vejo, não ouço e não reconheço até que desistam de existir.

Mas a minha melhor cegueira não está nas coisas que não quero ver. Está nas coisas que eu fantasio, sonho e desejo. Nessas, não permito que ousem acordar-me.

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