Sabe aquele tipo de coisa que você jura que nunca vai acontecer com você? Pois é. Eu, uma pessoa tão comum, tão só mais um grão de areia no mundo e olha no que deu: numa madrugada sem hora pra levantar e revivendo velhas histórias, lembrei de um antigo blog que fiz quando ainda era adolescente para ter um espaço para armazenar minhas poesias. Fui em antigos arquivos e achei o link do probrezinho que fiz com tanto carinho e abandonei conforme a vida sem poesia se apoderou de mim.Reli velhos textos, lembrei antigos sentimentos e vi um comentário no primeiro post. Abri pra ver se já o havia lido. Era alguém falando sobre direitos autorais, reclamando a autoria dos textos. Eu respondi na brincadeira sem acreditar naquilo. "Como tem gente à toa" , ainda pensei. Mas por curiosidade, fui buscar o nome do cidadão na internet pra ver de onde ele tirou a idéia de que meu texto era dele. Pasmem! Sabe o que eu descobri? Vários blogs e um site com um poema meu creditado a ele! Eu, bege, saí à caça de quem ele era pra ter tomado essa proporção. E tipo, ele nada mais é que um escritor que tem livros e tudo e que pegou minha poesia e disse que é dele! E detalhe, a nossa estrutura de escrita é completamente diferente!Eu tenho meus rascunhos de poema como relíquia. Esse tá datado em um dos meus cadernos da época (2006) e sei explicá-lo palavra por palavra. E tipo, não tem como duas pessoas escreverem coisas iguais sem mudar uma vírgula!
Cadê meu sono? Foi-se! É um absurdo! Logo eu! E ele que ganha dinheiro com isso, pegar de um blog adolescente, uma desventura amorosa traduzida em versos. É como se roubasse de mim o que ficou de bom da minha dor. Eu vivi. Eu senti. Eu escrevi. Eu poetizei.Queria acordar o mundo agora e gritar que esse poema é meu! Que quando creditado à terceiros é fraude!
E pra completar, fui catar no orkut. Claro! O orkut tem de tudo! E não é que tem comunidade dele e num tópicos sobre os textos dele tem o meu e uma pessoa definindo-o como o seu favorito! O.O História de máfia isso!!! Como é que pode, gente?
Me ajude a descarregar essa e escreve no comentário pra mim porque tô engasgada e já é alta madrugada. Não tem ninguém pra me ouvir. Chegar aqui e silêncio vai me reforçar isso (rs).
Bem...se você ver o poema abaixo por aí, credite e avise que é de Carol Monteiro ou, se preferir, apenas Camori
Nada à declarar
Nada à declarar:
a não ser que estou cansada e sem escudos.
Que depois que você foi embora, os deuses ficaram mudos.
Que as borboletas voaram pra outros mundos
e eu fiquei só.
Só eu e os meus cadernos.
À mercê dos mais profundos invernos...
Nada à declarar:
A não ser, que eu estou cansada e sem horizontes.
Que depois da sua partida, os amigos se debandaram aos montes... dizendo o quanto fiquei chata e intragável.
E se até o automóvel, se nega a dar partida, repito comigo mesmo: coisas da vida!... vai passar!
A droga, é que nunca passa...
O foda, é que tudo perdeu a graça! (vale registrar!)
Vale registrar, que toda vez que bato à porta da alegria, ela grita de longe: passa outro diiia!..
Tá tudo muito escuro
Sequer o futuro acredita num claro-despertar.
Ficamos então combinados:
vou dormir com mais este maço de desagravos
e se por acaso acordar, no meio de um pesadelo, peço desculpas a ele!
Viro-me de lado e digo: coisas da vida, amigo...pode continuar!...
Você some e fico eu só fazendo serenata pro trombone.
Por que você não pega o telefone e me liga?
Por que não escreve?
Por que não berra o meu nome?
Me dá um grito!
Às vezes você some, e fico eu, vidrada neste ímpeto
de querer rumar a cara e a cabeça na dureza de um paralelepípedo.
Amor não tem que ser suicídio
Dá meia-volta e volta, volta ao início.
Quando você desaparece, até o travesseiro vira precipício.
Nenhum comentário:
Postar um comentário