
É como se um mundo novo se abrisse a minha frente. O vento me chama, o vento sopra para que eu caminhe. Venho de um mundo no qual fui jogada mas, inocente, caminhei de braços abertos deixando meu coração à mercê dos golpes de ar. E agora, dentro de um mundo que espera calmamente que eu o possua, caminho de braços cruzados e um tanto curva protegendo o corpo.
Acabaram os poemas tristes. E, talvez, os que venha a escrever falem de futuro, esperança e retomem o tema de ilusão. Ilusão que não ilude. Que se transforma em plano futuro conjunto!
Eu nunca tive isso! Já encontrei alguém igual a mim. Que seria bom se tivesse sido. Já tive namorado de escola que você jura que não resiste ao término. Já tive paixão fulminante! Já sofri amando por anos aquele que virou um grande amigo. Já aprendi o que é amor na sua forma mais plena, a não romântica. Mas isso, nunca tive.
Ele é doce. Tranqüilo. E me passa uma paz que pela vida, nunca senti. Pé no chão e receosa pelo passado, temo que só perceba o quanto de verdade gosto dele quando for tarde demais para qualquer auto-controle. Acho que isto só se dará quando estiver entregue de fato. De todo.
Mas até lá, venho descobrindo/experimentando um mundo novo. Mundo que gente solteira da night e da pegação, como eu era ou tentava ser, nem desconfia que existe. Era um contentar-se tão limitado, tão momentâneo, que hoje nem sei como funcionava.
Ele é companheiro, dedicado e esforçado. E eu tenho tentando perceber as novas delícias da vida das quais nunca pude provar por ele não ter estado ao meu lado antes. Hoje isso soa como perda de tempo. De um tempo que a gente nem se conhecia mas que foi preciso para nos preparar para quando nos encontrássemos.
Ainda não sei nada sobre relacionamento. Estou tentando ligar os pontos, fazer conexões. Como boa capricorniana, estou avaliando, ruminando do alto da montanha, para quando descer pro pasto, saber exatamente como agir.
Mas ele, ele tem todas as certezas do mundo e uma delas é que a gente dá certo junto e pode ser assim pra vida inteira. Mas aí já é outra vida, outro mundo...quem sabe outro blog.
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