De cara(!) eu já tinha me achado parecida com a atriz que faz a Maysa. Ambas branquelas, gorduchas e de olhos verdes/azuis. Depois, caí de encantos pelo corte de cabelo dela, da Maysa. Como ano os cabelos curtos! E quanto mais, melhor! Daí foi a vez do olhar. Pensei "Essa sobrancelha vai virar moda!" Só não tralhei da mesma forma, ainda!
Vendo a minisérie e com o decorrer dos capítulos, me peguei com trejeitos, caras e bocas. Pirei! Deixei aflorar toda a minha fúria sem nem ser fã da Maysa, gostado demais da obra, ter chegado a uma conclusão sobre sua vida ou procurado ouvir suas canções.
A TV faz miséria mesmo! Embora ache brilhante atores de teatro desconhecidos do grande público e figurinhas fáceis de novelas gravadas em São Paulo estarem com esse espaço. Cansa ver sempre Débora Secco e companhia. Não há galãs, há vida, amor, fervor.
É isso. Maysa fervia! E como colocou um amigo meu no MSN, é a Amy Winehouse brasileira e de época!
Acho bonita a força, a verdade, a intensidade mas me pergunto como e porquê essas cantoras precisavam de bebidas e cigarro. Aliás, como mantinham a voz. Sim. Porque nos tempos de outrora, para ser cantor(a), você precisava realmente ter voz e saber cantar. Já hoje em dia, qualquer playback, carinha de boyband e performance de puta resolve.
Em que momento passamos a deixar de achar as atitudes como as da Maysa um escândalo e passar cogitar a possibilidade de pura excentricidade, e pior! Que sem ela, não se é artista-criativo-que-acrescenta?
Daqui um tempo teremos uma minissérie da Amy e acharemos tudo muito natural, digno e excêntrico? Como demonstração de força, fervos, personalidade forte, mulher de fibra e Maysa?
É, .a cultura e os costumes de cada época...
Nenhum comentário:
Postar um comentário