17 de abril de 2009
uma coisa que me dei conta, só na hora, que há muito tempo não fazia: fiquei sem fazer nada. Nada mesmo!
Ontem fiz uma coisa que me dei conta, só na hora, que há muito tempo não fazia: fiquei sem fazer nada. Nada mesmo! Absolutamente nada! Deitei na cama, liguei o ventilador para deixar o clima agradável, me cobri , fiquei ouvindo o barulho da chuva e vendo o teto. Não por agenda lotada ou falta tempo. É por excesso de estímulo.
Entre a cama e o teto, senti falta de um bom livro. De passar a noite lendo um bom livro que me faça relaxar e que me entretenha tanto que me prenda a ponto de não querer dormir para lê-lo mesmo que me dê sono.
Pensei nas revistas e artigos que não li, nos assuntos que não estudei, nos projetos que engavetei e quanto tempo fazia que não parava pra pensar nisso! Pensar em mim. Dar um stop no mundo e seguir na conversa eu comigo mesma. Saber o que eu quero, o que eu preciso, qual as minhas prioridades, a ordem das coisas, o que falta, o que resta, o que tenho que fazer, o que venho fazendo...
Eu ao menos arrumei um espaço entre um estímulo e outro e voltei a rezar. Andava brigada com Ele. (rs) Mas sei o quanto a incompreensão é minha e a benevolência é Dele.
A vida moderna é corrida. Acho que a gente aprende que só se pode dormir depois que terminar tudo, que não se tiver mais nada para fazer. É o "Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje" sem o ar romântico, abstrato e filosófico do ditado.
Tenho passado as noites conectada fazendo qualquer coisa que não me enriquece, ou dormido com a TV ligada ou batido na cama já com sono porque não aguento mais depois de um dia de trabalho de ponta-a-ponta.
Com você é diferente?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário