As coisas chegaram a tal ponto que nem sei se acredito mais em falha de comunicação. Eu entendo a mim e acho que entendo a ele. E ele...bem...ele não entende que só se entende.
Quer dizer, ele nem se entende. Virei um monstro após 2 anos de convivência e companheirismo. E ele, idem.
Engraçado como um simples grão faz pender a balança. Em um momento você é tudo na vida de alguém. A única pessoa insubstituível. A única que não pode falhar. A única que a outra pessoa não pensa em abrir mão. E quando esse valor todo deixa de ser elogio e você percebe que não pode validá-lo, você passa a não valer nemhum centavo!
A experiência foi válida e a dor também. Não foi. Não está sendo. Não é indolor. Até porque, até resignificar tudo o que fazíamos juntos e dar novo gosto ao que tinha gosto com nós 2, vai demorar. Teremos saias justas, ficaremos cara-a-cara sem saber como agir e, inevitavelmente, vamos remexer na ferida.
Eu só queria saber em qual momento deixei de ser verdade e passei a ser um tudo de disse-me-disse que nem eu mais sei no que acreditar. Sei que levantei a bandeira branca. Propus paz. Fui explicita. Me desnudei. Pedi ajuda. Era um grito mesmo que em tom equilibrado.
Eu queria mas não tinha como. Não dá pra ajudar quando você precisa se ajudar primeiro. Como você é a base de algo ou alguém quando está sem a sua? Trocamos desagravos, gorfamos milhares de embrólios e não procuramos solução. Ficou o dito pelo não dito e só restou a má impressão.
Eu ainda acho que a diferença entre amigos é essa: amigos lutam pela amizade os outros pela razão.
Um comentário:
entendo seu desabafo. a vida tem dessas coisas, como vc diz, e um momento somos tudo pra alguém, de repente, tudo se transforma e às vezes nem sequer entendemos a razão. Palavras destroem quando mal empregadas e inverdades trazem desgraças, pior é que sempre vai haver esses infortúnios que porão fim a um relacionamento seja ele qual for. Seu blog ficou show. Muito transado.
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