Não era a primeira vez que eu o via de pertinho. Eu já o conhecia. Nós já nos conhecíamos mas parecia que era a primeira vez da minha vida!
Pelo caminho o vento nos cabelos, as cores da cidade vibrando e o coração que se rendeu a ansiedade que há dias queria me dominar. Ia vê-lo no palco, mas dessa vez, cantando. Ou melhor, farreando, fazendo uma travessura de menino junto com os amigos mas de maneira profissional, estruturada.
Ingressos antecipados, a fila estava enorme! O público bem variado. De jovens que só podiam entrar acompanhados por responsáveis a senhorinhas bem senhorinhas mesmo!
Era a primeira vez que voltava ali depois de tanto tempo. O cenário estava impregnado de saudade e lembranças boas, o que me alvoroçava mais.
Ia ouvindo as conversas na fila até que entrei e esperei no mesmo lugar por 2, 3 horas para não perder o espaço.
Ele apareceu no andar de cima e olhou para as pessoas que, em polvorosas, acenaram para ele. Ele retribuiu os acessos e fez com as mãos um gesto de "Depois a gente se fala"._ eu olhei para o lado e não havia ninguém além de mim para quem ele pudesse ter feito aquilo mas preferi acreditar que era pra outro alguém. Seria pretensão achar que era pra mim.
Quando o show finalmente começou, eu estava contida. Ele cantou a primeira música e no meio da segunda me avistou e disse "Carol!", abaixou-se no palco e me pegou as mãos sorrindo. Depois, convidou-me a subir ao palco e dançar com ele. Eu, de saia, não consegui subir. Foi o maior mico da minha vida! Mas foi a mim que ele chamou, estendeu a mão e disse "Carol!".
Quando me afastei, parece que ele também. Deu a sensação de que diminuiu a aproximação de onde eu estava e os gracejos foram se extinguindo.
Quando finalmente cheguei até ele para falar ouvi o mesmo "Carol!" sonoro de antes acompanhado de um sorriso.
Foram palavras rápidas mas um pergunta '"Como você está? Como vai a vida? "_ nossa! Um sonho! Tanto carinho, tanta reciprocidade, tanto reconhecimento e agradecimento.
Ele até se convidou: "Eu vou nesse casamento. Me convide "disse se referindo a minha aliança. Eu completei: Vai tocar? Ele sorriu: "Podemos conversar." Tantas vezes o fiz sorrir.
Não era eu. Me vi com uma postura diferente. Dona de mim, sem barreiras, com domínio do espaço, precisa. Gostei do que vi, de como agi e do som que ouvi.
E o melhor foi perceber que nada veio à toa. De uma foto para outra acho que construímos um afeto.
2005 - 2010
2 comentários:
Carol, Carolzinha, minha formiga! Que gostoso! Eu fico aqui imaginando vc nesse dia e como o seu coraçãozinho deve estar mais leve agora...o coraçãozinho que merecia mesmo esse mimo. Um beijo grande
Carol.... que gracinha!
Linda as fotos.... e o carinho é merecido!
Tudo de bom e me chame pra esse casamento também viu. rsrs
Quero te prestigiar nesse dia.
Felicidades!
Beijossss
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