19 de janeiro de 2007

Estava aqui lembrando...


Havia um tempo no qual eu fazia questão de ter amigos por onde quer que eu fosse. Acho mesmo que cheguei a forçar algumas situações.

Hoje, depois de tantas decepções, percebi quem faz amigos em todo lugar quando não se é amigo de verdade.

Sigo a seguinte lógica: Quando se conhece todo mundo, não se conhece ninguém! É impossível, gravar nomes, rostos e saber a história, dores e alegrias de todos.

Uma vez falei a então uma amiga, que se sabe amigo de duas formas: uma quando o silêncio não incomoda. É um silêncio confortável daqueles que basta a pessoa estar perto e que a outra forma é quando se sabe exatamente o que outra pessoa significa pra quem fala dela pelo nome. Por exemplo, se eu falar em Beto aqui, ninguém vai entender. Mas qualquer amigo meu sabe que Beto é o meu irmão. E a importância e a diferença que ele faz pra mim perante o mundo. Eis duas coisas impossíveis de se obter com qualquer um em todo lugar que se vá.

Aprendi com os meus (amigos) que amizade precisa de dedicação, carinho, confiança, segurança e lealdade, que pra mim é mais importante do que fidelidade. Uma pessoa que trai até pode ser perdoada, a traição mesmo que não volte a acontecer, não se apaga e só serve pra provar que aquela pessoa não é leal. Mas essa já é outra teoria. Fica pra depois.




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